Bioquímica da Nutrição

Por uma Alimentação Saudável

Dieta vegetariana e níveis de colesterol e triglicérides

O colesterol é uma molécula apolar e, portanto, insolúvel em água. Para ser transportado no plasma, precisa, então, de lipoproteínas específicas. Entre elas estão: a lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL), a lipoproteína de baixa densidade (LDL), e a lipoproteína de alta densidade (HDL). Diferentemente da VLDL e LDL, conhecidos como colesterol ruim, a HDL é chamada de colesterol bom, pois ajuda a proteger contra a arterosclerose. Isso ocorre poque a HDL não possui a apolipoproteína B-100, que é reconhecida pelos tecidos, tendo um comportamento totalmente diferente da LDL e da VLDL. Assim, a HDL é responsável pelo transporte reverso, que leva principalmente o colesterol dos tecidos para o fígado. Se uma pessoa apresenta uma relação elevada entre HDL e LDL, tem menor probabilidade de desenvolver aterosclerose, doença que pode levar a complicações como infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais. Níveis elevados de triglicérides também têm sido associados à maior incidência de doenças coronarianas por aterosclerose. A carga genética é um fator importante nos níveis de colesterol sérico, influenciando a atividade metabólica do indivíduo. Há, no entanto, evidências de que o consumo moderado de álcool provoca um aumento na fração HDL e estimula o transporte reverso de lípideos. Pesquisas mostram também que determinadas dietas, como a Mediterrânea, colaboram para um melhor perfil colesterolêmico. Da mesma forma, outros estudos concluíram que indivíduos com dieta vegetariana têm menores níveis de lipídios sangüíneos, principalmente LDL e triglicérides, em relação aos que comem carne.

Com base na coleta de amostras sangüíneas de 76 indivíduos de ambos os sexos, pesquisadores da UCSP (Universidade Católica de São Paulo) fizeram este estudo com o objetivo de comparar os valores de triglicérides (TG), colesterol total (CT), lipoproteína de baixa densidade (LDL) e lipoproteína de alta densidade (HDL) entre indivíduos vegetarianos e onívoros. Os indivíduos participantes da pesquisa foram separados em quatro grupos de dieta: onívoros, ovolactovegetarianos, lactovegetarianos e vegetarianos estritos (veganos), o que permitiu também um estudo comparativo entre os tipos de vegetarianismo.

Os vegetarianos estritos apresentaram taxas significantemente menores que os onívoros, no que se refere a CT, LDL e TG, e proporção HDL/CT significantemente maior, mesmo após ajuste para idade, sexo e tabagismo. Para os lactovegetarianos e ovolactovegetarianos, as taxas de CT, LDL e TG são significantemente menores. Para as taxas de CT, LDL e TG, observa-se diferença significante entre as amostras, sendo o maior valor nos onívoros, havendo decréscimo nos vegetarianos, de acordo com o grau de restrição de produtos de origem animal, sendo a menor taxa observada nos "vegans".
Dessa forma, os resultados sinalizam para a relação entre baixos níveis lipídicos e dieta vegetariana, fator de grande importância para a prevenção de doenças.

Referências:

Dieta vegetariana e níveis de colesterol e triglicérides.
Simone Grigoletto De Biase; Sabrina Francine Carrocha Fernandes; Reinaldo José Gianini; João Luiz Garcia Duarte.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2007000100006

Figura: http://www.cozinhajaponesa.com.br/blogs/alimentarte/wp-content/uploads/2009/01/hdl-ldl.jpg

Postado por Rafael.

Padrão Alimentar Vegetariano: benefícios e possíveis deficiências nutricionais

Uma dieta vegetariana equilibrada subentende um padrão alimentar diverso e composto por grupos alimentares variados. A dieta ovolactovegetariana é baseada em cereais, leguminosas, horta­liças, frutas, amêndoas, castanhas, nozes e frutas secas, laticínios e ovos e exclui carne, peixe e aves. O padrão alimentar do ve­getariano estrito é semelhante ao padrão do ovo-lac­to-vegetariano, exceto pela exclusão adicional de ovos, laticínios e outros produtos de origem animal.

Muitos estudos científicos recentes comparam as populações vegetarianas às onívoras e contabilizam dados relacionados que mostram vantagens e desvantagens. A posição da Associação Dietética Americana (ADA) é que dietas vegetarianas apropriadamente planejadas são saudáveis, são adequadas nutricionalmente e trazem benefícios para a prevenção e o tratamento de certas doenças. Estudos científicos mostram que vegetarianos geralmente apresentam menores taxas de morbidade e mortalidade de muitas doenças crônico-degenerativas se comparados aos onívoros. Apesar do estilo de vida, que inclui a prática de atividades físicas e a abstinência de fumo e álcool, ter um papel importante, a dieta vegetariana é, sem dúvida, um fator que contribui para estas estatísticas.
A dieta vegetariana promove a ingestão privilegiada de fibras, antioxidantes, como as vitaminas A, C, D e E, e fitoquímicos, ao mesmo tempo que apresenta um menor consumo de gorduras saturadas, colesterol e gorduras animais. Esse padrão alimentar é benéfico para o organismo e pode auxiliar na prevenção de diversas patologias, tais como doença arterial coronariana, hipertensão, obesidade, diabetes mellitos tipo 2 e alguns tipos de câncer.
Contudo, considerações nutricionais devem ser seguidas pelos vegetarianos, de modo a substituir alguns nutrientes presentes em maior teor nos produtos animais. A deficiência de alguns macro e micronutrientes específicos pode acarretar doenças que, com algumas alterações na dieta, poderiam ser facilmente evitáveis. Vegetarianos, em geral, consomem uma menor quantidade de proteínas e devem estar atentos para algumas vitaminas e minerais que não podem deixar de compor a dieta.
Observa-se em estudos populacionais que, dentre todos os nutrientes ingeridos pelas populações vegetaria­nas, excluindo-se o uso de suplementos, apenas a vitamina B12 pode realmente estar inadequada. Todos os demais nutrientes ingeridos podem estar ade­quados nas dietas vegetarianas, no entanto, é preciso estar atento à ingestão de ferro, zinco, cálcio e ômega 3 da dieta.
Portanto, vegetarianos devem programar sua dieta, de modo a torná-la equilibrada e consistente. Um instrumento para regular uma dieta vegetariana saudável é seguir pirâmides alimentares confiáveis e criadas para este fim. A seguir, está a pirâmide alimentar proposta pela Associação Dietética Americana (ADA), com recomendações nutricionais diárias.




GORDURAS, ÓLEOS E DOCES - use raramente doces, manteiga, margarina, maionese, óleo de cozinha.
GRUPO DO LEITE, IOGURTE E QUEIJO 0-3 porções diárias. Leite - 1 xícara, iogurte - 1 xícara, queijo natural - 45g.
GRUPO DOS FEIJÕES, NOZES, CASTANHAS, SEMENTES, OVOS E SUBSTITUTOS DA CARNE 2-3 porções diárias. Leite de soja - 1 xícara, feijões ou ervilhas cozidos - 1/2 xícara, 1 ovo ou 2 claras de ovo, nozes ou sementes - 2 colheres de sopa, tofu ou tempê - 1/4 de xícara, manteiga de amendoim - 2 colheres de sopa.
GRUPO DOS LEGUMINOSAS E VERDURAS 3-5 porções diárias. Cozidos ou crus, leguminosas - 1/2 xícara, vegetais folhosos crus - 1 xícara.
GRUPO DAS FRUTAS 2-4 porções diárias. Suco - 3/4 de xícara, frutas secas - 1/4 de xícara, fruta crua picada - 1/2 xícara, 1 fruta de tamanho médio, como banana, maçã ou laranja.
GRUPO DO PÃO, FLOCOS DE CEREAL, ARROZ E MACARRÃO 6-11 porções diárias. Pão de forma - 1 fatia, cereal em flocos pronto para comer - 30 g, cereal cozido - 1/2 xícara, arroz cozido, macarrão ou outros cereais - 1/2 xícara, bisnaga - ½.

Referências: Position of the American Dietetic Association: Vegetarian Diets http://download.journals.elsevierhealth.com/pdfs/journals/0002-8223/PIIS0002822397003143.pdf

Postado por Rafael.

Tipos de Vegetarianismo

Os padrões nutricionais dos vegetarianos variam bastante. Os alimentos mais comuns são cereais, legumes, verduras, frutas, sementes, frutas secas tais como nozes, ovos e derivados do leite, sendo que estas duas últimas fontes, de origem animal, são excluídas da dieta no vegetarianismo estrito, também conhecido popularmente como veganismo.
Conhecer algo sobre os tipos de vegetarianismo é importante para diferenciar as dietas de cada um desses grupos. Dependendo dos produtos ingeridos, podem ser detectadas diferentes consequências a nível da bioquímica e da saúde, que serão enfocadas em nosso blog.
A seguir, seguem algumas variações no padrão alimentar que caracterizam tipos específicos de vegetarianismo. Essas definições foram obtidas no site Centro Vegetariano, no qual estão disponíveis muitas informações deste gênero, inclusive receitas .

Ovo-lacto-vegetarianos
Comem lacticínios e ovos, além dos produtos de origem vegetal.
Lacto-vegetarianos
Este grupo de vegetarianos exclui os ovos da sua dieta, por vezes por motivos de saúde, visto que o ovo contém um elevado nível de colesterol. No entanto, não sentem necessidade de abrir mão dos lacticínios por vários motivos. Entre eles a suposta dificuldade em excluir todos os produtos que contenham leite ou derivados, porque estão atravessando uma fase de transição para o veganismo ou simplesmente porque gostam dos lacticínios.
Ovo-vegetarianos
Incluem na sua alimentação os ovos, mas excluem o leite e todos os seus derivados.Muitos dos que retiram o leite da sua alimentação fazem-no por preocupações ambientais, compaixão pelos animais ou por motivos de saúde (intolerância à lactose, por exemplo).
Vegetarianos
Também conhecidos como "vegetarianos puros", os vegetarianos são aqueles que excluem apenas da sua alimentação todos os ingredientes de origem animal (ovos, lacticínios, mel, gelatina, etc.).Geralmente são pessoas que pretendem tornar-se veganas, mas que ainda consideram não ter as condições que lhe permitam também excluir produtos animais da roupa, dos produtos de higiene, dos detergentes e de muitos outros aspectos da sua vida diária. Alguns dos argumentos usados para excluir os produtos animais apenas da alimentação são o facto de alguns produtos veganos serem mais caros e ainda um pouco difíceis de encontar. Há ainda quem seja vegetariano puro apenas por motivos de saúde.
Veganos
Não consomem produtos de origem animal. Também “vegetarianos radicais”, ou pelo termo inglês vegan. Este grupo exclui a carne de animais (carne vermelha, aves, peixe) e também produtos animais (ovos e lacticínios). Exclui ainda o mel e a gelatina, o uso de produtos de origem animal (couro, seda, lã, lanolina), os produtos testados em animais e os espectáculos onde a exploração animal é motivo de entretenimento (circo, touradas, etc.).O veganismo vai, pois, além da alimentação (os que excluem todos os produtos derivados de animal só da alimentação são, por vezes, designados de vegetarianos puros) e pode ser definido como uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do prático, todas as formas de exploração e tratamento cruel de animais na alimentação, no vestuário e com qualquer outro fim.O repúdio às práticas cruéis inerentes à produção de lacticínios e à criação de animais e aves é, provavelmente, a razão mais comum para a adopção do veganismo.Os veganos não querem apoiar a indústria da carne. Por isso recusam-se a comer ovos ou lacticínios. Muitas pessoas não comem esses produtos também por causa das condições em que são produzidos.
Frugívoros
Os frugívoros (também designados como frutívoros) alimentam-se exclusivamente de frutos, grãos e sementes, como tomate, banana, manga, abacate, nozes, pepino, abóbora e amendoim, entre outros.Têm uma alimentação muito semelhante aos veganos, com a diferença que se recusam a utilizar alimentos que matam a planta. Evitam assim todas as raízes, como sejam: cenoura, batata, cebola. Os rebentos são também evitados, como os de soja e alfafa.O frugivorismo, assim como o veganismo, é geralmente encarado como uma forma de vida. Além da recusa em contribuir para a exploração e morte animal, também se recusam a participar da morte das plantas.Quem adopta esta forma de vida geralmente fá-lo por razões espirituais, de compaixão por todos os seres vivos.
Crudívoros
Alimentam-se única e exclusivamente de alimentos crus. Defendem que o homem é o único animal que cozinha os alimentos, destruindo com isto as suas propriedades nutritivas e que estamos preparados para digerir e assimilar alimentos crus (naturais).



Pirâmide Alimentar Vegetariana Comum

Referências: http://www.centrovegetariano.org/

Imagens: http://etnies.com/blog/2008/07/22/this-ones-for-my-vegans/ http://www.saillev.pt/yoga/site2007/vegetarianismo.htm http://aenergiacura.com.sapo.pt/iniciacao-pres.htm

Postado por Rafael Mendes.

Dietas Cetogênicas - Tratamento para Epilepsia





A partir de relatos bíblicos o Dr Wilder desenvolveu em 1921 um tratamento alternativo para a epilepsia, a dieta cetogênica. Esta consiste numa redução de carboidratos,no estabelecimento de taxas controladas de proteínas e em quantidades consideráveis de lipídeos a fim de desenca-
dear cetogênese(síntese de corpos cetônicos) no fígado em estado de jejum e alimentado. Acredita-se que com os níveis elevados de cetose sanguínea o cérebro estabelece um período adaptativo de aproximadamente 20 dias no qual os corpos cetônicos tornam-se os principais geradores de energia nesse orgão, ao invés da glicose. O resultado dessa situação é um aumento do limiar convulsivo. Estudos demonstraram que há uma relação entre os níveis dos corpos cetônicos acetoacetado e beta-hidroxibutirato na incidência de crises epilépticas, provavelmente devido a um aumento no nível de reservas energeticas do cérebro.
O potencial cetogênico de uma dieta é a capacidade de provocar e manter os níveis de acetoacetado e beta-hidroxibutirado e é dependente dos níveis de carboidratos, lipídios e proteínas. A degradação de ácidos graxos produz corpos cetônicos, enquanto que a glicose, através da insulina, inibe essa síntese.Apesar de difícil,principalmente devido ao paladar não muito agradável, essa dieta é uma alternativa promissora para o tratamento de crianças com crises epilépticas e que não respondem bem aos tratamentos farmacológicos.

Referências:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302004000400026&lng=en&nrm=iso&tlng=en

Postado por Alexandre Antunes
Vegetarianismo: significado e um pouco de sua história.

A definição mais adotada para o vegetarianismo é: regime alimentar segundo o qual nada que implique sacrifício de vidas animais deve servir à alimentação. Vegetarianos não consomem carne de qualquer tipo, mas podem incorporar em sua dieta alguns derivados de origem animal, como leite, laticínios e ovos. Existem diferentes tipos de dietas vegetarianas, que apresentam restrições específicas. Essas dietas ainda serão exploradas mais tarde, contudo, podemos citar as mais comuns. As dietas VEG podem ser classificadas em: ovolactovegetariana, na qual estão presentes ovos, leite e laticínios; lactovegetariana, que inclui leite e derivados; e vegetariana estrita, em que são excluídos quaisquer produtos de origem animal.
A origem etimológica da palavra vem do latim "vegetus", que significa íntegro, são, fresco, vivaz. Realmente, as dietas VEG podem ser saudáveis e apresentar diversos benefícios se corretamente planejadas; muitas pesquisas realizadas indicam sua importância na prevenção e tratamento de doenças. Contudo, dietas vegetarianas mal balanceadas, assim como as dietas comuns, podem acarretar problemas de saúde. As patologias relacionadas à nutrição mais comuns na atualidade são obesidade, diabetes, pressão e colesterol altos, entre outras. Sobre o vegetarianismo, o que mais se ouve falar na mídia relaciona-se com déficit protéico, vitamínico ou de sais minerais. Todos esses fatores de risco, assim como as vantagens das dietas VEG, serão abordados em breve.
As dietas vegetarianas, embora muito enfocadas no mundo contemporâneo, datam de mais de 5000 anos, pois estes princípios já estavam delineados nos Vedas, as escrituras mais antigas da humanidade, seguidas pelos hindus. No budismo, o vegetarianismo também é seguido, devido ao princípio da não-violência e ao respeito a toda forma de vida. Esta dieta, conjugada com outros hábitos e atitudes, foi muitas vezes associada à purificação do corpo e da alma e é a base da medicina milenar indiana, a Ayurveda, que influenciou no desenvolvimento da medicina tradicional chinesa, árabe e greco-romana, até chegar às ciências da saúde de hoje. Atualmente, o vegetarianismo também é praticado em consideração aos direitos dos animais e à proteção do planeta e do meio ambiente, além do intuito de experimentar uma alimentação alternativa e mais equilibrada.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vegetarianismo

Figuras:

http://maluvfx.wordpress.com/2007/11/09/vegetarianismo/

http://ayurvedayogamahadevi.blogspot.com/
Postado por Rafael Mendes.

PKU - Introdução


A fenilcetonúria é uma doença de caráter congênito em que seus portadores não possuem a capacidade de degradar a fenilalanina, por conta de uma deficiência da enzima fenilalanina hidroxilase ou das enzimas que sintetizam ou reduzem a coenzima tetrahidrobiopterina. O seu diagnóstico correto , através do teste do pezinho, deve ser realizado o quanto antes possível para que o tratamento da doença, que envolve dietas rigorosas, possa ser iniciado, evitando as manifestações clínicas severas da doença, como o retardo mental.

Abordaremos nas próximas postagens outros aspectos da PKU, como suas variações, os tratamentos, as necessidades nutricionais do fenilcetonúrico, entre outros.




Postado por Tiago Alencar

Galactosemia tipo 1


Existem basicamente 4 tipos de desordens metabólicas que causam a galactosemia, a Tipo 1 é caracterizada pela ausência da enzima galactose-1-fosfato uridil transferase(GALT), devido a modificações no gene responsável pela produção dessa proteina, fato que leva ao acúmulo de galactose-1-fosfato, galactose livre e galactitol (produto da redução da galactose catalizada pela enzima aldose redutase).

Sua herança é autossomica recessiva, estudos determinaram que entre 0.9 a 1.25% da população é heterozigota para o alelo da galactosemia tipo 1 e a incidência mundial varia de 1:60000 a 1:33000 recém nascidos. Fato interessante sobre a doença é que neonatos nascem saudáveis, com níveis de peso normal e com o começo do aleitamento materno começam a perder peso e seguem-se esses sintomas: vômito, icterícia, letargia, edema e ascite (acúmulo de líquido no abdme) e a catarata que acontece em questão de dias ou semanas; a posteriore com a falta de tratamento podem aparecer danos mais severos como dano renal e sepsis (sindrome de resposta inflamatória sistemica), que junto com a insuficiência hepática produzem a morte da criança.

Muitos paises realizam testes pós-natais medindo galactose ou galactose-1-fosfato uridil transferase en sangue sobre uma tarjeta de papel, teste do pezinho, obrigatório por lei em todo Brasil; outro teste seria a análise da urina a procura de galactose e se confirmado medindo galactose-1-fostato e atividade de galactose-1-fosfato uridil transferase en glóbulos vermelhos, o mesmo que é feito no teste do pezinho.

O tratamento consiste em eliminar lactose e galactose da alimentação, o que inclui leite e seus derivados, assim como medicamentos que contenham algum resíduo desses produtos, permitindo alimentos que contenha galactose inferior a 5mg/ 100 grs, a dieta a ser administrada deve sempre levar em consideração o equilíbrio de macro e micro nutrientes de acordo com o sexo e a faixa etária, fazendo sempre reposições minerais, já 60% do calcio da alimentação provem do leite e seus derivados.

Mesmo com o diagnóstico precoce diversas complicações parecem ser independentes da dieta, estas inclem: Diminuição do quociente intelectual com a idade, ataxia na adolecência, retardo de crescimento, amenorréia primária ou secundária por hipogonadismo hipogonadotrófico. Uma possível explicação para esses fenômeno poderia ser o galactitol que produziria dano precoce ao cérebro e os ovários, outra seria uma diminuição de nucleotídios unidos a açucares, especialmente UDP-galactose, o que diminuiria a síntese de glicoproteinas e glicolipídios.

A dieta sem galactose não é efetiva para uma grávida heterozigota(apenas portadora da doença) de um feto homozigoto (apresentará a doença); em mãe homozigota a dieta é benéfica para o feto em gestação, porque a galactose e galactitol atravessam a placenta causando dano ao cristalino do feto.

Como foi visto o tratamento feito somente com a dieta não é totalmente efetivo, mas previne de morte, mediante isso novos tratamentos devem ser pesquisados para que a criança possa ter um desenvolvimento normal e uma vida saudável.

Referência e Figura: Revista chilena de nutrición
ISSN 0717-7518 versión on-line
Rev. chil. nutr. v.31 supl.1 Santiago nov. 2004
Postado por Felipe Ezequiel
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Número de animais mortos no mundo pela indústria da carne, leite e ovos, desde que você abriu esta página. Esse contador não inclui animais marinhos, porque esses números são imensuráveis.

Bem Vindo ao Blog

Somos alunos do primeiro semestre de medicina da Unb cursando a matéria Bioquímica e Biofísica. Esse blog faz parte de uma série de outros, todos relacionados a bioquímica, mas com outros temas. Bioquímica da Nutrição é o nosso e pretendemos trazer novidades de forma leve e interessante.
Bon Apetit!